Publicado por: psi21 | março 18, 2010

Qualidade de vida

Publicado por: psi21 | dezembro 2, 2009

Psicologia das emergências e dos desastres

Psicologia nas Emergências e Desastres

Vários eventos catastróficos ocorrem frequentemente deixando pessoas do mundo todo sem condições para uma vida sustentável. Desses eventos podemos dizer que alguns se implicam sobre a própria condição de vida das pessoas que são vitimas de eventos naturais, devido a sua realidade social que já se condiciona a um desastre.

E é com o propósito de ajudar pessoas que estão comprometidas com essas situações que surgiu uma nova área na psicologia denominada Psicologia nas Emergências e nos Desastre. Esta Psicologia envolve estudar o comportamento das pessoas que estão expostas a esses tipos de riscos, desde a ação preventiva até o pós-trauma, observando as questões de experiência pessoal do trauma.

O trauma estagna as pessoas de modo a deixá-las com desorganização corporal, perda de sentidos e paralisa a consciência temporal pode abalar a criatividade e motivação da pessoa para vida toda. Os principais objetivos de auxílio psicológicos são o de aliviar as manifestações sintomáticas e o sofrimento, fazendo com que o sentimento de anormalidade e enfermidade seja reduzido.

1 FASE PRÉ-IMPACTO


A fase de pré-impacto corresponde ao intervalo de tempo que medeia entre o prenúncio da ocorrência de um fenômeno ou evento adverso definido e o desencadeamento de um desastre. A duração da fase de pré-impacto varia em função das características intrínsecas de um desastre e da eficiência dos sistemas de previsão de desastres.

Os desastres naturais, atualmente, podem ser previstos por meio de satélites climatológicos, radares, sinais de rádio, que rastreiam furacões, terremotos, vulcões e tormentas. Além de sistemas de comunicação capazes de informar antecipadamente a toda população sobre ameaças eminentes de desastres.


1.1 REAÇÕES OBSERVADAS:

- Medo;

- Confusão mental;

- Passividade;

- Negação do risco;

- Resistência à mudança;

- Invulnerabilidade.

2  FASE DO IMPACTO

A fase de impacto também guarda relações com as características intrínsecas dos desastres e corresponde ao intervalo de tempo, durante o qual o evento adverso manifesta-se em toda a sua plenitude.

Caracteriza-se pela desordem, é um momento caótico, de choque que pode durar segundo ou minutos, o afetado têm a sensação de um “vácuo no tempo”, ou seja, é observado um longo silêncio seguido de ruídos e de muita confusão.


2.1 REAÇÕES OBSERVADAS (Estas reações podem durar horas ou dias).

- Ansiedade;

- Medo;

- Preocupação;

- Vergonha;

- Culpa;

- Desorientação;

- Lentidão de raciocínio;

- Dificuldade de compreensão sobre o que lhe dizem;

- Indecisão;

- Confusão com relação ao tempo;

- Dependência, gratidão, docilidade com relação aos socorristas e autoridades;

- Rebeldia, culpando autoridades e exigindo atenção prioritária para suas necessidades;

- Sofre a influência do “boato”.


3 FASE DO PÓS-IMPACTO

A fase de atenuação, também conhecida como fase de limitação de danos, ou ainda, como fase de rescaldo, corresponde à situação imediata a do impacto quando os efeitos físicos, químicos e biológicos, dos fenômenos ou eventos adversos, iniciam o processo de atenuação. Por esses motivos, o dispositivo de resposta ao desastre deve ser mantido em estado de prontidão e em condições de atuar, com toda a sua capacidade, caso se torne necessário. Na fase de atenuação predominam as atividades assistenciais e de reabilitação dos cenários dos desastres.


3.1 REAÇÕES OBSERVADAS:

- Desespero;

- Luto;

- Aflição;

- Vulnerabilidade;

- Vitimação;

- Menos valia;

- Isolamento.

TORGA, E. M. M. F. Voluntariado: o impacto provocado por traumas psicológicos em emergências e desastres. Disponível em: http://www.defesacivil.mg.gov.br/conteudo/voluntariado/vol00001jan2007.php >. Acesso em: 15 nov. 2009

Conversa com os Bombeiros

No dia 03 de dezembro as acadêmicas Ana Caroline e Janine foram até o Corpo de Bombeiros de Blumenau, com o intuito de fazer algumas perguntas sobre os holocaustos ocorridos no mês de novembro do ano passado na cidade.

No local conversamos com o Sargento Preto e o Soldado Prochnow sobre os desastres e o as ocorrências em geral que eles atendem. Eles nos deixaram claro que a falta de psicólogos na área das emergências e dos desastres é um problema muito grande, eles mesmo dentro da corporação acham necessário um psicólogo que os acompanhe, pois estão constantemente envolvidos com situações de stress e no caso de um desastre natural maior como o ocorrido no ano passado, a prioridade é dada as pessoas que estão em local de risco ou que estão soterradas e a família fica em segundo plano e eles devem sempre estar focados na situação que está ocorrendo sem colocar os problemas emocionais a frente precisam tomar decisões rápidas muitas vezes colocando sua própria vida em risco.

Eles afirmam que na hora a adrenalina não os faz pensar nos seus próprios problemas mas que isso se adquire com muitos anos de profissão, se não houver um certo equilíbrio a pessoa “surta”, mas acreditam que de toda essa adrenalina e toda essa tensão alguma coisa fica guardada, que pesa na vida porém não sabem no que. A perda de entes queridos e em segundo lugar a perda material foi o que chamou mais a atenção dos entrevistados nos desastres, as pessoas chorando em estado de choque pela perda de familiares, amigos e dos bens materiais que são conquistados com tanto esforço.

O Soldado Prochnow dirigi o caminhão da corporação e nos conta que por várias noites teve um mesmo sonho, que nos chamou a atenção, onde ele está dirigindo o seu caminhão e o mesmo está caindo em um barranco e ela tenta frear e não consegue.

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Pratica orientada PSI23

CALLIGARIS, Contardo. A adolescência .São Paulo: Publifolha, 2009.

Nos últimos tempos passamos por diversos desastres naturais, os quais nos trazem diversos prejuízos tanto materiais quanto psicológicos, no meio disso encontram-se milhares de adolescentes, que ainda estão em busca de seus objetivos, da formação de seu caráter, etc, que acabam sendo influenciados por esses acontecimentos. Queremos aqui então apresentar um livro a todos, que mostra os conflitos que um adolescente passa durante seu desenvolvimento.

INTRODUÇÃO

Adolescentes amam,estudam,brigam,trabalham. Batalham com seus corpos, que se esticam e se transformam. Lidam com as dificuldades de crescer no quadro complicado da família moderna. Como se diz hoje, eles se procuram e eventualmente se acham. O que acontece com nossos adolescentes ao longo de mais ou menos 12 anos, as crianças, por assim dizer se integram em nossa cultura e, entre outras coisas, elas aprendem que há dois campos nos quais importa se destacar para chegar à felicidade e ao reconhecimento pela comunidade: as relações amorosas/sexuais e o poder.

Além de instruir os jovens nos valores essenciais que eles deveriam perseguir para agradar à comunidade, a modernidade também promove ativamente um ideal que ela situa acima de qualquer outro valor: o ideal de independência.

O fato é que a adolescência é uma interpretação de sonhos adultos, produzida por uma moratória que força o adolescente a tentar descobrir o que os adultos querem dele.

Um lado exasperante da adolescência é que é difícil encontrar uma escolha adolescente que não seja a realização do sonho dos adultos.

Os adolescentes pedem reconhecimento e encontram no âmago dos adultos um espelho para se contemplar. Pedem uma palavra para escrever e ganham um olhar que admira justamente o casulo que eles queriam deixar. O dever dos jovens é envelhecer.

Este material sobre psicologia do desenvolvimento da adolescência, pode ser encontrado no livro A Adolescência de Contardo Calligares. Foram retiradas palavras utilizadas na psicologia e pelos próprios adolescentes e colocado seus significados, para poder se ter uma idéia do que é trata do no livro e para aqueles que se interessarem em lê- lo tenham uma compreensão mais fácil, apesar de o livro trazer um palavreado mais comum sobre as muitas fases que se passam durante toda a resolução da adolescência.

GLOSSÁRIO:

1. Moratória – “prorrogar algo” <Melhoramentos,ed.,1992.p. 343>

2. Maturação – “Ação ou efeito de maturar, de amadurecer; amadurecimento”  <http://www.dicio.com.br/maturacao/>

3. Adolescência–  “juventude, passagem para a idade adulta.” <Melhoramentos,ed.,1992.p.12 >

4. Heroína – “narcótico derivado da morfina” <Melhoramentos,ed.,1992.p.261 >

5. Maconha – “Fumo/ erva” <Melhoramentos,ed.,1992.p.314 >

6. Crack – “cocaína cristalizada fumável, de alta toxidade”. <http://www.dicio.com.br/crack/>

7. Rebeldia – “teimosia” <Melhoramentos,ed.,1992.p.434 >

8. Paradoxo – “opinião contrária” <Melhoramentos,ed.,1992.p.377 >

9. Adular –  “bajular, lisonjear.” <Melhoramentos,ed.,1992.p.13 >

10. Desagregar – “separar” <http://www.dicio.com.br/desagregar/>

11. Rave – “Festa”<http://www.dicio.com.br/rave/>

12. Delinqüência – ‘cometer um delito’” <http://www.dicio.com.br/delinquencia_2/>

13. Estilo – “modo de se vestir’<http://www.dicio.com.br/estilo/>

14. Transgressor – “exceder, ultrapassar noções que pressupõe a existência de uma norma.”<http://www.dicio.com.br/transgressor/>

15. Repressão  – “ato de reprimir, conter, deter, impedir e punir um individuo, objeto, idéia ou desejo.”<http://www.dicio.com.br/repressao/>

16. Coetâneo – “que tem a mesma idade, que vive na mesma época; contemporâneo, coevo.”<http://www.dicio.com.br/coetaneo/>

17. Copular – “Ajuntar, ligar acasalar.” <http://www.dicio.com.br/copular/>

18. Ojeriza – “raiva, danação.<http://www.dicio.com.br/ojeriza/>

19. Adolescente Gregário –“Jovens que vivem em grupo” <http://www.dicio.com.br/pesquisa.php?q=adolescente+greg%E1rio>

20. âmago – “ Essência; alma” <http://www.dicio.com.br/amago/>

REFERÊNCIA:

Disponível em: <http://www.dicio.com.br/> acesso em 13 out 2009.

MELHORAMENTOS, ed. Dicionário da língua portuguesa. São Paulo:Melhoramentos,1992.

Publicado por: psi21 | novembro 18, 2009

Discussão

Qual o seu ponto de vista sobre a psicologia das emergências e dos desastres?

Publicado por: psi21 | novembro 5, 2009

Links e comentarios

http://www2.pol.org.br/psicologiadosdesastres/apresentacao.cfm

Este site trata-se do primeiro seminário nacional na área da psicologia nas emergências e desastres e foi realizado pelo Conselho Federal de Psicologia. Contem slides referentes ao que irá ser mostrado no seminário, porém não é atualizado desde o acontecimento do evento, que ocorreu no ano de 2006.
http://gtpedcrp04.wordpress.com/textosartigos/

Refere-se ao Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais, a explicação que o site oferece sobre o tema é bem ampla e de bom entendimento. Mas alguns links estão sem descrição nenhuma.
http://www.integracao.gov.br/comunicacao/noticias/noticia.asp?id=3477

Envolve um Ciclo de Oficinas de Psicologia das Emergências e dos Desastres que foi realizado no município de Joinville e Itajaí dirigido a Psicólogos e Agentes da Defesa Civil, contou com a participação de mais oito municípios de Santa Catarina. A oficina realizou-se nos dias 12 e 13/06 de 2008. Nesse site encontram-se poucos links atualizados.

http://www.crpsp.org.br/crp/midia/jornal_crp/153/frames/fr_interior.aspx

O site é do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, contém bastante assunto sobre o tema, é amplo em sua abordagem e também mostra situações de emergência em outros paises.

http://www.integracao.gov.br/comunicacao/noticias/noticia.asp?id=3125

A Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec) com o apoio dos Conselhos Regionais de Psicologia e de Assistência Social de Santa Catarina conseguiram promover assistência psicológica para os atingidos nas catástrofes naturais que ocorreram em Santa Catarina, uma ótima iniciativa, já que muitas pessoas foram atingidas e estão precisando amparo principalmente na parte psicológica.

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=543763

Uma entrevista com a psicóloga Sarah Vieira Carneiro mestre pela PUC/SP que é a coordenadora do APICE (Assistência Psicológica em Crise e Emergência), um dos poucos grupos que prestam serviços para emergências. Ultimamente com tantos casos de desastres naturais e outros também como violência urbana deveriam se ter mais grupos que promovessem esse trabalho.

http://www.redepsi.com.br/portal/modules/news/article.php?storyid=3411

A ABEP juntamente com a Secretaria Nacional de Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional promoveu em 2006 encontros regionais para conhecer melhor e definir formas de inserção da psicologia nas emergências e ainda fazer uma pesquisa para saber quais são as práticas usadas pelos psicólogos que já atuam nessa área procurando formas de solucionar os problemas e desafios que os mesmos enfrentam.

http://www.agencia.fapesp.br/materia/6197/especiais/tecnicas-de-atendimento-emergencial.htm

Da ênfase ao caso de um desastre aéreo e tem uma importante colocação sobre os casos de desastres e emergência que ocorrem, mostrando que o tratamento não deve ser aplicado de forma generalizada a explicação é de Maria Helena Pereira Franco, professora titular do Departamento de Psicodinâmica da Faculdade de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932008000100012&lng=pt&nrm=iso

Tem como princípio a segurança nas comunidades de forma a examinar os riscos que ocorrem nesses meios e a maior contribuição da psicologia é fazer o cidadão que convive em áreas de risco ter consciência desse fato.

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=511732

Fortaleza passa a contar com a ajuda de psicólogos especializados em emergências e desastres, como visto em outro link o ÁPICE (Assistência Psicológica em Crise e Emergência) é um grupo de psicólogos e assistentes sociais coordenados por Sarah Carneiro e responsável pela assistência a pessoas vítimas de eventos traumáticos e a comunidade em geral. O site desenvolve uma boa explicação sobre o grupo.

http://www.linhadefrente.com/index2.html

Contem algumas explicações sobre emergências e desastres, porem não se faz atualizado.

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